sábado, 9 de fevereiro de 2008

A gota de sangue




"Eu decaí, eu persisti
Tentei por todos os meios ser forte.

Lutei contra o tempo,
Chorei em silêncio
Gritei seu nome ao vento.
Sou filho da gota

Fui templo de miséria
Meu pai, um perdido
Minha mãe , a megera.
Cresci vendo prantos,
Dormi em meio à mata
Chorei gotas sangüíneas
Sou o pecado, sou a traça.
Eu ouvi um grito de desespero,
Vi a lenta corrupção,
Vi o olhar do corruptor,
Vi uma vida na destruição
Eu vi o assassinato do amor.
Tentei, venci, a vitória conquistei
Porém um dia faleci.
Hoje estou em sua lembrança
Eu sou sua alma oculta
E serei sua esperança."

Herzer

Um comentário:

Marie Moloch disse...

"Poema escrito por Anderson P.Herzer o qual admiro muito!"