sábado, 7 de junho de 2008

Morte de um poeta


"Uma palavra...
Talvez de alegria talvez de tristeza.
Será que alguém teria prantos para esse momento,
teria voz, ou sequer um gesto para esse momento?
Talvez nada possa existir agora
nem mesmo vida...
Porque acabaram-se as existências
porque já é morto um pedido de vida,
agora morreu um ser que descreve em vida,
toda a beleza de uma lágrima,
todo o sentido de um grito surdo.
Morreu agora... o Poeta.
Silêncio.
O corpo é comtemplado com serenidade,
as lágrimas ressoam sussurrantes,
e descem em fileiras pelas faces
de todos que acompanharam o seu mundo.
Ao seu redor as flores pereciam querer dizer
que a vida morreu de viver.
Olhando um corpo frio, estendido sobre a mesa,
coberto por um preto véu,
iluminado com velas em castiçais
e rodeado pela revolta,
pela mágoa dos corações que estão apertados
dentro de cada um.
Talvez todos devessem acreditar na ressurreição
e gritar para acordar a vida falecida,
e agora, abandonado pelo cantar dos pássaros,
solitário está aquele corpo, já começando a vagar
pelos caminhos da nova e infinita existência.
Será que ninguém vai se mover,
nenhuma flor vai se abrir
será que a vida parou no tempo, falecida?
Por que não lafar, chorar, gritar, ou então
por que não se dizer àquele corpo,
antes de sua partida eterna,
o que ele desvendou da vida de uma lágrima?
Uma poesia!
Agora que as palavras de afeto se acabaram,
agora que não há mais amor em meu coração
agora que eu sinto que todos morreram,
porque quem nos falava de amor, está partindo.
Nenhuma lágrima, nenhum gesto, nenhum pedido..."

Herzer... eterna inspiracao!

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